PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

 

Cão de São Bernardo, o gigante gentil

 

por Elisabete Ferreira

 

 

Originário da Suíça, o cão de são bernardo, de barrilito ao pescoço, faz parte do imaginário de crianças e adultos. Possante e altivo, o nobre gigante das neves derrete corações ao primeiro olhar. Apaixona pelo seu porte e pela sua expressão ternurenta. Pense bem antes de levar um para casa, pois essa decisão vai mudar a sua vida...

 

 

História da Raça

As suas origens permanecem ainda incertezas, mas estima-se que o cão de são bernardo seja descendente dos grandes molossos da Antiguidade, que atravessaram os Alpes com as legiões romanas. As suas origens na Suíça remontam, pelo menos, ao século XVII, no Hospício do Grande São Bernardo, fundado por São Bernardo de Menthon, no século XI, com o objectivo de dar guarida, assistência e auxílio aos caminhantes que atravessavam a pé aquelas montanhas. Desde essa altura começou a construir-se a reputação do são bernardo como socorrista das montanhas. Até 1830, o pêlo do são bernardo era curto, tendo sido então cruzado provalvelmente com o Terra Nova ou com o Cão de Montanha dos Pirinéus, dando origem à variedade de pêlo comprido, hoje a mais divulgada.

 

Fixação da raça

O nome “cão de são bernardo” foi oficializado em 1880. O Clube Suíço foi fundado em 1884 e o standard da raça foi estabelecido em Berna a partir de 1887.

 

A raça actual

O standard actual entrou em vigor em Abril de 2004. Em relação à versão anterior, a divergência essencial prende-se com as proporções procuradas para a raça, mais próximas das do são bernardo original. A proporção procurada entre a altura ao garrote e o comprimento do tronco é de 9/10 (o comprimento do corpo é medido da ponta do ombro à ponta do ísquio). A proporção procurada entre a altura ao garrote e a altura do peito é de 50/50 ou 45/55 (simplisticamente, 45 ou 50% de peito para 55 ou 50% de pata).

 

Principais aptidões da raça

Cão de companhia, de guarda e de quinta. Cão de salvamento. É no entanto de referir que os modernos meios de salvamento aéreos e mecânicos reduziram drasticamente a actividade tradicional destes cães...

 

De barril ao pescoço

Ao contrário do que muita gente pensa, a imagem do São Bernardo com o barril de conhaque ou a mala de primeiros-socorros ao pescoço não corresponde à verdade... Apesar de serem cães de salvamento, os monges negam que qualquer São Bernardo tenha carregado barris em torno do pescoço; acredita-se que a origem desta imagem é fruto de pinturas da época mantidas para os turistas...

 

Aparência geral

Esta raça pertence ao Grupo 2 - cães de tipo Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Cães de Montanha e Boieiros Suíços. Secção 2.2 - Molossóides do tipo Montanha. Sem provas de trabalho. Existem duas variedades: pêlo curto (pêlo duplo) e pêlo comprido. Ambas de grandes dimensões e de aspecto geral nobre, imponente, harmonioso, com boa aparência e bem musculado. Corpo robusto, vigoroso, musculado e harmonioso; cabeça imponente; expressão atenta. A cabeça é possante, expressiva e de aspecto imponente, a trufa é larga e angulosa, de cor negra. O maxilar superior e inferior são fortes, largos e do mesmo comprimento, a dentição bem desenvolvida, articulada em tesoura ou em pinça, regular e completa. O prognatismo inferior é admitido sem perda de contacto dos incisivos. A falta dos pré molares 1 e dos molares 3 é tolerada. Os olhos são de dimensão dimensão média, de cor castanho escuro a avelã. As orelhas são de tamanho médio, com inserção alta e larga. Garrote bem marcado. Dorso largo, potente e firme. A linha superior é direita e horizontal até à região lombar. A garupa é longa, ligeiramente inclinada; funde-se harmoniosamente na inserção da cauda. A caixa torácica é moderadamente descida com costelas bem cintadas, mas não em forma de tonel; não devem descer abaixo do codilho. A linha inferior e ventre ascende moderadamente. Inserção larga e forte da cauda, que é longa e pesada. A última vértebra caudal deve chegar pelo menos ao nível do jarrete. Em repouso, a cauda cai ou é ligeiramente curvada para cima no último terço; quando o cão está em alerta, esta fica mais alta. Membros anteriores: Visto de frente é sofrivelmente largo; de perfil os membros são direitos e paralelos. Membros posteriores: moderadamente angulado e bem musculado; visto de trás, os posteriores são paralelos e não fechados. O movimento é harmonioso com passadas de grande amplitude e de boa impulsão do posterior. O dorso é firme e não bascula excessivamente na vertical. Os anteriores e posteriores movem-se num plano paralelo ao plano médio. Tamanho: Limite inferior: 70 cm para os machos e 65 cm para as fêmeas. Limite superior: Machos - 90 cm e Fêmeas - 80 cm. Os cães que ultrapassam o limite superior não serão penalizados se o seu aspecto geral for harmonioso e se o seu movimento for correcto.

Pelagem e cores do São Bernardo

Variedade de pêlo curto (pêlo duplo): Pêlo de cobertura denso, liso, aconchegado e áspero; sub-pêlo abundante. Nas coxas apresenta franjas ligeiras, pêlo denso na cauda. Variedade de pêlo comprido: Pêlo de cobertura liso, de comprimento médio; sub-pêlo abundante, na região da anca e sobre a garupa o pêlo é ligeiramente ondulado, franjas nos anteriores. Franjas cheias nas coxas. Pêlo curto na face e orelhas. Cauda densa. Fundo branco com manchas de cor castanho avermelhado mais ou menos grandes (cão matizado) até formar um manto vermelho-castanho ininterrupto no dorso e nos flancos (manto completo); o manto " retalhado " (manchado de branco) é equivalente. O castanho avermelhado raiado é admitido. A cor castanha amarelada é tolerada. Procura-se a cor de carvão na cabeça; ligeiro vestígio de negro no tronco é tolerado. Marcas brancas prescritas: Peito, pés, extremidade da cauda, lista à volta do chanfro, lista (sobre o chanfro que se prolonga à cabeça) e nuca. Marcas procuradas: Colar branco e máscara escura simétrica.

 

Cuidados com a pelagem

Estamos na presença de um cão de montanha, cuja rusticidade do pêlo deverá ser preservada. Assim, um são bernardo mantém o seu pêlo em excelente forma com uma escovagem semanal. Na época da muda, sobretudo no que concerne aos exemplares de pêlo comprido, recomenda-se uma escovagem diária. Deverá ter sempre à mão uma cardadeira grande, um pente corta-nós, um pente de dentes estreitos e um pente de dentes largos, tipo ancinho, que remove eficazmente o pêlo morto. Os banhos deverão ser muito esporádicos e são de evitar em pleno Inverno e nos dias mais quentes do Verão. Idealmente, o melhor shampoo para o são bernardo é o sabão azul e branco, excelente para a manutenção da saúde da pele e do pêlo. Todavia, porque não faz tanta espuma como um vulgar shampoo, torna-se difícil ensaboar um animal da envergadura do são bernardo com sabão. Por isso, hoje em dia encontramos no mercado uma vasta gama de shampoos profissionais, que oferecem excelentes resultados na limpeza e branqueamento profundos do pêlo e nada agressivos para a pele. Dar uma banhoca completa a um são bernardo adulto, não é tarefa fácil. Incluindo a secagem, teremos que dispender umas boas duas horas, com secador profissional. É muito importante que o pêlo do animal seja muito bem enxaguado e se possível, na última água, adicionar um pouco de vinagre. É preciso diligenciar para que o pêlo fique muito bem seco, de modo a prevenir o aparecimento de dermatites, para as quais esta raça manifesta alguma propensão. Em alternativa, poderemos sempre recorrer a uma pet shop, que dispõe de banheiras de tamanho adequado e secadores potentes que facilitarão em muito esta tarefa. Um banho para um são bernardo, numa pet shop, ronda os 50 euros, mas um exemplar que não frequente exposições de beleza não necessitará de mais que 3 ou 4 banhos por ano. Os exemplares de pêlo curto têm cuidados de manutenção ainda mais reduzidos, pois quase não precisam de escovagem, a não ser no período da muda do pêlo, e necessitam ainda de menos banhos, sendo o tempo de secagem do pêlo muito menor.    

 

Temperamento

O são bernardo deve apresentar um carácter amável, temperamento calmo a vivo. Vigilante. É afável com as pessoas em geral, particularmente com as crianças, podendo ser algo territorial com outros cães, sobretudo do mesmo sexo.

 

Educação e treino

Como não apresenta um temperamento complicado, a educação do são bernardo não será muito difícil. Todavia, devido ao porte que atinge em adulto, ele deverá ser educado desde tenra idade, aprendendo desde cedo as regras elementares de convivência com os humanos e com outros animais. Só é preciso alguma paciência e tempo. Andar à trela sem puxar e obedecer a comandos elementares como FICA, PÁRA ou NÃO, são metas fundamentais. Nunca permita que o cachorro chame a atenção, saltando sobre as pessoas, uma vez que, ao ano de idade, serão 60 ou 70 kg a saltar sobre si... Seja firme e não ceda à tentação de se render àquele olhar ternurento e angelical...      

 

Andar à trela

Em regra, não é difícil habituar um são bernardo a andar à trela. É fundamental começar bem cedo, logo que o cachorro tiver adquirido imunidade através da vacinação. Recomenda-se a estimulação positiva, através de um biscoito, de modo a que o cachorro siga o seu dono sem dificuldades. Mais tarde, e para os cachorros mais vigorosos, será vantajoso optar pela utilização de uma coleira estranguladora, de modo a que este não dê puxões abruptos, que poderão levar por terra o seu dono uns bons pares de metros... Habituá-lo desde cedo aos ruídos e ao bulício da rua, bem como à convivência com outros animais é importante, para que possa passear tranquilamente e sem sobressaltos.

 

Os comentários

Se está a pensar adquirir um são bernardo, prepare-se para ouvir expressões como: “que baboso”, “tão grande”, “elefante”, “vitelo” ou até “autocarro”(!!!), todas elas, expressões que traduzem a admiração generalizada para com o porte desta raça. No parque, ou na rua, miúdos e graúdos aproximam-se sem receios e apaixonam-se por estes doces gigantes. Por vezes, pecorrer alguns metros, na companhia de um são bernardo, não é fácil, mas, emcontrapartida, é um excelente pretexto de conversa. A foto para a posteridade é quase sempre obrigatória...

 

Maturidade e reprodução

A maturidade sexual do são bernardo atinge-se mais tardiamente do que noutras raças mais pequenas. O primeiro cio, nas fêmeas, ocorre frequentemente depois dos 9 meses, podendo aparecer muito mais tarde, até aos 18 meses. Em Portugal, de acordo com o Livro de Origens Português, os exemplares destas raças só poderão ser cruzados a partir dos 18 meses de idade. É recomendável, pese embora não seja obrigatório, que os progenitores tenham efectuado raio-x de despiste da displasia da anca e do cotovelo, em virtude destas serem duas patologias hereditárias. Não deverão ser utilizados na reprodução animais que apresentem displasia moderada ou grave. Já no caso da displasia ligeira, é ainda admissível o cruzamento, desde que o outro reprodutor a utilizar seja isento dessa patologia.  

Do ponto de vista reprodutivo, não é possível estabelecer um padrão uniforme no comportamento do macho reprodutor. Tal como noutras raças, há cruzamentos bem sucedidos por via natural, mas noutros casos, a inexperiência de um ou de ambos os reprodutores poderá frustrar a monta natural e aconselhar o recurso à inseminação artificial. Outro dos obstáculos ao sucesso da monta natural prende-se com o grande porte (e peso) dos machos e o menor porte das fêmeas, que poderá inviabilizar um acasalamento eficaz. As fêmeas são bernardo apresentam, geralmente, ninhadas numerosas, que podem ascender aos doze, ou mesmo mais, cachorros.

 

Cachorros

A saúde, o carácter e a beleza do cão de são bernardo que nos acompanhará durante 8 a 10 anos da nossa vida depende fundamentalmente dos cuidados que lhe dispensarmos durante os seus primeiros 18 meses de vida. Um cachorro desta raça nasce entre as 600g e 800g e aos 12 meses, dependendo do seu património genético, da qualidade do exemplar e do seu sexo, poderá atingir 60 a 70kg. Um exemplar adulto pesa, nas fêmeas, entre 50 e 70 kg, e nos machos, entre 70 e 90kg. Verifica-se, por isso, um crescimento assombroso, no primeiro ano de vida, que exige atenção e cuidados especiais, a diversos níveis. Ao nível alimentar, deveremos utilizar uma ração de alta qualidade, de uma marca premium ou super premium. Depois de um período inicial de alimentação ad libitium, o cachorro deverá passar a ser alimentado 4 vezes por dia, mais tarde 3, para, a partir dos 6 meses, ser alimentado duas vezes por dia. A quantidade diária de ração deverá ser distribuida por essas refeições. Na fase de crescimento é absolutamente interdito o excesso de peso. Na dúvida, é preferível um cachorro mais elegante, a um cachorro roliço. O excesso de peso irá comprometer o crescimento e a saúde dos ossos e articulações do seu cachorro, sendo um dos factores que estão na base da manifestação de sintomas de displasia da anca. Até aos 18 meses de idade, é também recomendável a administração de um protector articular. O seu veterinário saberá recomendar-lhe o mais adequado. No que concerne aos suplementos de cálcio e vitamínicos, as tendências recentes vão no sentido da sua desnecessidade, mas este entendimento não é unânime.

Quanto ao exercício, o cachorro são bernardo não deverá fazer exercício muito intenso ou de longa duração, os esforços violentos. São aconselháveis caminhadas diárias, por pequenos períodos, de 10 a 15 minutos, numa fase inicial, aumentando a duração à medida que o cachorro cresce. Os passeios à beira mar, na areia molhada, são altamente benéficos, mas, atenção: pelo contrário, as passagens na areia seca são prejudiciais, pelo que deverão verificar-se no mais curto trajecto possível, e em passo lento, com muito cuidado.

Finalmente, o espaço físico em que o cachorro vai viver deverá estar adaptado a ele. O piso escorregadio, como tijoleiras ou ladrilhos de mármore, piso inclinado e escadas são de evitar. A componente ambiental desempenha, também, um papel importante no aparecimento de sintomatologia da displasia da anca.              

 

Escolha do cachorro

Antes de comprarmos o nosso cachorro, deveremos primeiramente informar-nos sobre as principais características da raça, junto de criadores, que o receberão nas suas instalações e esclarecerão todas as suas dúvidas. O cão de são bernardo é, do ponto de vista económico, um cão com custos de manutenção relativamente elevados, se comparado a um cão de uma raça pequena. Mensalmente, em adulto, ele irá comer cerca de um saco e meio (24, 25 kg) de ração, e a assistência médico-veterinária é também mais cara, pois para uma desparasitação precisamos em adulto, de 5, 6, ou 7 comprimidos, e o mesmo se passa quando ocorre alguma enfermidade. Para minorar estes efeitos, recomenda-se a opção por seguros de saúde, que já se encontram hoje disponíveis em algumas seguradoras.

Agora que se decidiu pelo cão de são bernardo, deverá ser cuidadoso na eleição do seu cachorro. Procure os criadores junto do Clube Português de Canicultura, do clube de raça respectivo. Sempre que possível visite-os e veja as condições em que vivem os seus exemplares. Certifique-se de que o cachorro lhe será entregue com a vacinação e desparasitação em dia, e com o respectivo LOP. Sempre que possível, indague junto do criador se os progenitores se encontram despistados para a displasia da anca e do cotovelo.    

 

Vivenda ou apartamento?

O cão de são bernardo não é um cão de apartamento. Necessita de um espaço adequado. Não necessita de vastos espaços (pois será feliz onde o seu dono estiver, sobretudo quando este estiver disponível para caminhadas diárias), mas necessita de algum espaço exterior, de preferência em pavimento antiderrapante. Ele poderá ter uma quinta para si, mas se viver em liberdade, passará grande parte do seu tempo deitado à porta de casa, dormitando, enquanto o seu dono lá se encontar.

 

Saúde e dia-a-dia

Como qualquer outra raça, o são bernardo manifesta uma predisposição para determinados problemas de saúde. Referiremos dois, que consideramos os mais graves nesta raça. O primeiro é a TORÇÃO GÁSTRICA ou TORÇÃO DE ESTÔMAGO. Simplisticamente, e como o próprio nome indica, ocorre devido ao grande volume que este órgão possui nesta raça, que faz com que, em determinadas situações, este torça sobre si mesmo. Esta é uma situação de emergência veterinária, fatal, se não houver intervenção pronta. A torção gástrica deve-se a vários factores, mas um deles é o fornecimento de grandes quantidades de alimento (particularmente, ração) de uma só vez. Nunca alimente um cão de são bernardo apenas uma vez por dia. A torção gástrica é uma patologia muito frequente nesta e noutras raças gigantes. Outro dos factores é a prática de exercício físico (correr, saltar) após as refeições, e também a ingestão abundante de água após as mesmas. Idealmente, o são bernardo adulto deverá, após as refeições, passar por um período de repouso de 2 a 3 horas, de preferência com a ingestão de água limitada ao mínimo.

O segundo é a DISPLASIA DA ANCA e DO COTOVELO. Estas são duas patologias osteoarticulares hereditárias, mas não congénitas, isto é, nenhum são bernardo nasce displásico, mas poderá herdar determinado património genético que, combinado com os factores ambientais acima referidos, venha a desembocar no desenvolvimento de displasia. A displasia é um problema de crescimento, que poderá ser mais ou menos grave. Nos casos mais graves, o animal afectado exibe problemas de locomoção severos. Os animais afectados não deverão ser utilizados como reprodutores, pois a doença é transmissível à descendência. O diagnótico definitivo desta patologia é feito a partir dos 18 meses de idade, mediante raio-x, realizado sob sedação. O controlo desta patologia depende muito do despiste dos reprodutores e do acompanhamento adequado do crescimento do cachorro, nos termos atrás descritos.

 

Necessidades de exercício

O exercício moderado é fundamental, especialmente quando o espaço em que vive é mais reduzido, compensando-se essa carência com os passeios diários. No seu meio, o são bernardo adulto passará boa parte do dia a dormir. Em cachorro, é mais activoe,como todos os cachorros, propenso à asneira... É inteligente e gosta de agradar ao seu dono, por isso, com paciência, o são bernardo poderá aprender tudo o que lhe for ensinado. Em Portugal não é usual fazer trabalho com esta raça, mas é possível... 

 

Patrocinadores

Facebook

Contactos

Rua D. Maria Ferreira da Cruz, n.º 58 Gueifães Maia, 4470-081
Tel: 229026924
Fax: 229060065
geral@cpcsb.pt